110. Pessoas com deficiência física podem ter uma vida sexual ativa e saudável?

Sim. O prazer do sexo não está ligado exclusivamente ao corpo. Este é apenas um instrumento do prazer: o sexo começa na mente. Existem diversas possibilidades, como a descoberta de novas zonas erógenas, e tudo isso faz parte do processo de reabilitação.

Para deficientes com lesões medulares mulheres, outros locais podem ser estimulados como os mamilos por exemplo, sendo possível chegar a uma situação denominada de para-orgasmo. Pode ocorrer também a falta de lubrificação vaginal que é resolvida por meio de lubrificantes íntimos.

Dependendo do tipo de lesão medular, o homem pode conseguir manter uma ereção duradoura ou não. Caso a ereção não seja satisfatória, medicamentos como o Viagra são capazes de melhorar o desempenho. Há inclusive estratégias que possibilitam a ejaculação, embora possam ser mais complexas.

Uma questão mais delicada é a sensibilidade do órgão sexual, que pode não ser recuperada. No entanto, mesmo sem nenhuma sensibilidade na região, o estímulo no local é capaz de promover a ereção por reflexo, segundo especialistas. O estímulo a outras regiões do corpo pode levar a pessoa a atingir uma intensa sensação de prazer similar ao orgasmo, denominada para-orgasmo.

É muito importante que a pessoa com deficiência física seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar que aborde a questão da sexualidade. A pessoa deve aprender a conviver com uma nova forma de sexualidade e descobrir novas maneiras de sentir prazer.

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