Quem Sou

VALÉRIA CRISTINA GOMES RIBEIRO

Valéria Cristina Gomes Ribeiro

Sou Valéria Ribeiro. Tenho 53 anos e um filho de 21. Natural de Tupã-SP, morei em Porto Velho-RO por onze anos. Hoje, moro em Sobradinho-DF. Cursei Direito na Faculdade de Direito da Alta Paulista (Fadap). Fiz pós-graduação em Políticas Públicas na Universidade de Brasília e em Gestão de Processos na Fundação Getúlio Vargas. Cursei especialização em Consultoria Interna pela Emco, atuei como voluntária por dez anos e ministrei aulas de filosofia por cinco. Trabalho no Tribunal de Contas da União há 23 anos como auditora federal de controle externo. Atuei na área de controle externo, de planejamento e gestão e na de gestão de pessoas. Atualmente, coordeno a comissão de acessibilidade. Tenho deficiência física congênita e minha experiência com a deficiência somada à minha atuação profissional fez com que visse o mundo com um olhar próprio, além de valorizar coisas que, a princípio, são feitas de forma instintiva e, por isso, passam desapercebidas. Para mim, por exemplo, andar é uma atividade pensada e não automática; subir escadas, um ato calculado; observar texturas de pisos, obrigatório. Ainda, onde se vêm apenas um encadeamento de degraus, eu vejo o limite de meu direito de ir vir. Onde se percebem calçadas irregulares, eu percebo limitação à minha liberdade. Onde existem pisos escorregadios, eu vejo desrespeito à minha integridade física. E assim por diante… Face a isso, sei como é ter deficiência em uma sociedade que ainda não aceita e inclui o que é diferente. Sei como é viver em uma sociedade onde a corponormatividade de nossa estrutura social mostra-se pouco sensível à diversidade corporal. Corponormatividade que considera determinados corpos como inferiores, incompletos ou passíveis de reparação quando situados em relação aos padrões corporais e funcionais que a maioria aceita como “normais”. Sociedade que gera atitudes capacitistas contra pessoas com deficiência e que refletem a falta de conscientização sobre a importância da sua inclusão e da acessibilidade. Nesse cenário, pensei na Acessível TeVi e em sua missão: contribuir para a concretização dos direitos e garantias das pessoas com deficiência. É isso o que desejo.


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